1/8/09
O CONTEÚDO DOS APÓCRIFOS-2
Outros apócrifos mais recentes recolhem a mesma história, como o "Pseudo Mateus", que conta que o seu cajado floresceu milagrosamente. Também se detém o Protoevangelho em descrever o nascimento de Jesus quando José ia com Maria até Belém. Narra que o santo patriarca buscou uma parteira, que pôde comprovar a virgindade de Maria no parto.
Em uma linha parecida, outros apócrifos, como "o Nascimento de Maria", se detêm em narrar o nascimento da Virgem, quando Joaquim e Ana já eram anciãos. A infância de Jesus e os milagres que fazia quando criança são narrados pelo "Pseudo Tomás", e a morte de José é o tema principal da "História de José, o Carpinteiro". Nos apócrifos árabes da infância, já mais recentes, se fixa a atenção nos Reis Magos, dos quais num apócrifo etíope se incluem inclusive os nomes pelos quais se tornaram populares.

Um motivo muito presente em outros apócrifos, como o chamado "Livro do Repouso" ou o "Pseudo Melitão", foi a morte e a Assunção da Santíssima Virgem, narrando que morreu rodeada pelos apóstolos e que o Senhor transportou o seu corpo em um carro celeste. Todas essas lendas piedosas circularam com profusão na Idade Média e serviram de inspiração a muitos artistas.

27/7/09
SITES AMIGOS & PARCEIROS.
23/7/09
O CONTEÚDO DOS APÓCRIFOS
A melhor mentira é proferida pela inocência, a qual, sendo uma sincera equivocada, acredita que sua posição seja a verdadeira.
Kheóps.
Segundo investigações hoje notórias, há fundamentalmente três tipos de evangelhos apócrifos, que proliferaram entre os cristãos no século II e posteriormente:


20/7/09
EVANGELHOS APÓCRIFOS-3
Estes Evangelhos considerados apócrifos foram publicados ao mesmo tempo em que os que passam por canônicos, foram recebidos com igual respeito e idêntica confiança e, ainda, sendo citados preferencialmente nos primeiros séculos. Logo, o mesmo motivo que pesa em favor da autenticidade de uns, pesa também a favor de outros. No entanto, somente quatro são aceitos “oficialmente”.
A admissão exclusiva dos quatro Evangelhos hoje aceitos se deu no século IV, no ano de 325 d.C., por ocasião do Concílio de Nicéia e depois referenciado em 363 d.C., no de Laodicéia, No entanto, Irineu, bispo de Lion que morrera mais ou menos no ano 200, já expressava sua preferência pelos quatro Evangelhos hoje aceitos como canônicos. Irineu compôs contra as principais heresias do tempo uma refutação completa em cinco livros. Eis o conteúdo e modo de exposição: a unidade de Deus, criador do céu e da terra, é proclamada por todos os séculos e todos os homens. A Igreja católica é a fiel depositária dessa tradição universal. A santidade é inseparável dessa Igreja. A Igreja é universal. É apostólica. Para confundir todos os hereges, basta a tradição da Igreja romana.

Devemos lembrar que como instituição, a igreja tem seus erros e acertos, pois apesar de alegar ter os olhos do Senhor, é controlada por humanos. Portanto não nos esqueçamos que os Evangelhos Apócrifos, ou não aceitos, assim foram rotulados por humanos como nós, que, enquanto nessa condição, incorrem em erros, e não é nossa proposta alegar que estejam agindo com má-fé.
19/7/09
EVANGELHOS APÓCRIFOS-2
Por que então não são incluídos na “categoria” bíblica? E o que é mais estranho, por que foram perseguidos e condenados durante séculos?
Com o passar dos séculos, o termo apócrifo foi ganhando outros significados. Na antiguidade, designava obras de uso exclusivo de seitas ou escolhas iniciáticas de mistério. Mais tarde adquiriu o significado de livro de origem duvidosa, ou, obra ou fato sem autenticidade, ou cuja autenticidade não se provou.
Não se tira o fato
de que é certo que deve ser muito difícil para a igreja separar os textos que relatam os fatos da Vida e Obra do Mestre Jesus dos que contam histórias sem autenticidade. Porém, a própria instituição reconhece hoje em dia o valor de algumas destas obras, ou Evangelhos Apócrifos, os quais nos contam algumas passagens da Natividade, Infância e Pregação do Avatar e sua progenitora.
Hoje, a igreja reconhece como parte da tradição, os Evangelhos Apócrifos de Tiago, Matheus, O Livro sobre a Natividade de Maria, o Evangelho de Pedro e o Armênio e Árabe da Infância de Jesus, além dos evangelistas “aceitos”.
A maior parte destes textos apareceu nos séculos II e IV e atualmente são considerados apócrifos. Na realidade, a única diferença entre eles e os quatro Evangelhos Canônicos resume-se ao fato de que “não foram inspirados por Deus”.
6/7/09
OS EVANGELHOS APÓCRIFOS
A humanidade está presa e perdida em questionamentos profundos e filosofais
que não conduzem e nem explicam.
Melhor seria se ater a uma única pergunta: QUEM SOU?
Sabendo-se quem é, sabe-se o COMO, o QUANDO e o PORQUÊ!
Kheóps
Provavelmente você já ouviu falar nos “Evangelhos Apócrifos”. Mas que significado tem a palavra “apócrifo”? Apócrifos são chamados os livros que apesar de atribuídos a um autor sagrado, não são aceitos como canônicos. E qual o exato significado da palavra “canônico”? A palavra deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela igreja, no caso, a Católica.
Sendo assim, que critério a igreja se utilizou para decidir se um livro, supostamente escrito por um autor sagrado, tem caráter apócrifo ou canônico?

A bíblia como um todo, não apresentou sempre a forma como hoje é conhecida. Vários textos, chamados hoje de "apócrifos", figuravam anteriormente na bíblia, mas ao longo dos sucessivos concílios acabaram sendo eliminados. Houve os que depois viriam a ser beneficiados por uma reconsideração e tornariam a partilhar a bíblia. No início do cristianismo os evangelhos eram em número de 315, sendo posteriormente reduzidos para quatro, no Concílio de Nicéia.
Os Evangelhos Apócrifos são numerosos e das mais variadas índoles: Evangelho da Infância de Jesus, Evangelho de Maria, dos Doze Apóstolos, de São Pedro, de São Bartolomeu etc… Existe também o Evangelho de Eva, de Zacarias, de Gamaliel e até de Judas Iscariotes.

Quando exploramos o assunto, vemos que a “escolha” é feita pela fé, para não dizer conveniência. Os Livros Canônicos são os livros escritos por inspiração Divina. Mas de que forma podem saber quais foram e quais não foram inspirados por Deus?
O que é ainda mais interessante neste assunto é que a própria igreja reconhece que boa parte desses Evangelhos Apócrifos foram elaborados por autores sagrados.
25/6/09
AS PRIMEIRAS ESCRITURAS IMPRESSAS
Na Alemanha, em meados do Século XV, um ourives chamado Johannes Gutemberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a bíblia em latim. Cópias impressas decoradas a mão passaram a competir com os mais belos manuscritos. Esta nova arte foi utilizada para imprimir bíblias em seis línguas antes de 1500 - alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão; e em outras seis línguas até meados do Século XVI - espanhol, dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês. Finalmente as Escrituras realmente podiam ser lidas na língua destes povos. Mas essas traduções ainda estavam vinculadas ao texto em latim. No início do Século XVI, manuscritos de textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental. Havia pessoas eruditas que podiam auxiliar os sacerdotes ocidentais a ler e apreciar tais manuscritos. Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada com seu próprio paralelo da tradução em latim. Assim, pela primeira vez, estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.

23/6/09
"Não é fácil ser fiel a si mesmo: é difícil ouvir o bom-senso;
a cada instante somos atordoados e domesticados pela cultura, e nela,
paradoxalmente, esquecemos de viver as coisas importantes que lhe deram origem."
Frei Arcângelo R. Buzzi
OUTRAS TRADUÇÕES-2
Não se sabe quando e como a bíblia chegou até as Ilhas Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá estiveram no segundo e terceiro séculos. Provavelmente a tradução mais antiga na língua do povo desta região é a do Venerável Bede. Relata-se que, no momento de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de João; entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós. Aos poucos as traduções de passagens e de livros inteiros foram surgindo.


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