* CONSCIÊNCIA LIVRE *

Saudações Cordiais! Deixo neste espaço um pouco do que vivi e aprendi para que você possa apreciar e participar comigo, com carinho e simplicidade. Bom proveito! KHEÓPS JUSTO.

6/11/09

INCORPORAÇÃO DOS PECADOS - 2

"O ente que temos a tarefa de analisar somos nós mesmos."

Martin Heidegger

Em termos psicológicos, desde sua formulação, o conceito dos pecados capitais é considerado um instrumento para o fiel conhecer a "estrutura do mal" e defender-se contra ele. "Historicamente, as religiões funcionaram como uma forma externa de controle e moderação dos apetites humanos. Com o tempo, o homem internalizou esse aspecto moderador, trocando a culpa - que era atribuída a um ente externo - pela responsabilidade individual por seus atos", afirma Marcos Fleury, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA). Isso, é claro, não exclui a proteção divina. Caso não consiga se eximir de cometer alguma das infrações, o fiel ainda pode contar com o indulto do Criador. "O perdão é alcançado por meio da confissão e do arrependimento sincero a Deus", diz o padre José Roberto.

criado por Kheóps    09:24:32 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?

19/10/09

A INCORPORAÇÃO DOS SETE PECADOS CAPITAIS

[A Bíbilia Medieval

Embora o conceito dos pecados capitais tenha se originado ainda nos primórdios do Cristianismo, eles só foram compilados e enumerados bem mais tarde, no século VI. Na época, tomando por base as epístolas de São Paulo, o papa Gregório Magno definiu como sendo sete os principais vícios de conduta. Era comum fazer listas de pecados na Idade Média. Essas anotações cristãs facilitavam a memória e o ensino da catequese.

O rol dos sete pecados, porém, só foi incorporado à doutrina da Igreja no século XIII, com o teólogo São Tomás de Aquino, que “explicou” detalhadamente cada um deles, mostrando a razão de serem capitais. Nessa acepção, seriam os comandantes dos outros vícios subordinados. – Seriam os agregados, porventura?

 O Círculo dos Sete Pecados

 

Ou seja, todo e qualquer mal de conduta é derivado dos sete pecados mortais, como também são chamados, por representar a "morte" da alma. Quando uma pessoa mente, por exemplo, pode estar sendo movida pela inveja; o ato de cobiçar a mulher do próximo seria provocado pela luxúria; e assim por diante. No entanto, entre as infrações capitais, uma delas é considerada a raiz de todas as outras: a soberba (orgulho). No Gênesis, a serpente oferece o fruto da árvore proibida do conhecimento a Adão e Eva, e eles aceitam, querendo igualar-se a Deus. Esse foi o pecado original: a soberba. Nesse sentido, é como se, ao cometer qualquer infração, a pessoa anunciasse para si: "Deus está errado e eu estou certo".

 

Segundo os religiosos, ter consciência dos males da prática dos sete pecados e, claro, procurar “evitá-los” é o caminho para garantir a "vida" da alma. Toda pessoa que deixa de cometê-los se sente mais plena e feliz. Mesmo aqueles que não crêem em Deus, evoluem. Quem acredita, por sua vez, experimenta mais de perto a misericórdia divina, diz o padre carioca José Roberto Develar, doutor em arte sacra pela Universidade Gregoriana de Roma.

criado por Kheóps    15:54:26 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?

4/10/09

ESTUDOS E TEORIAS

Três anos depois, Hobart Mowrer lançou uma teoria dos efeitos psico­lógicos danosos dos pecados não confessados (especialmente entre os protestantes), contra os quais indi­cou “grupos de integridade” que lem­bram, de certo modo, os procedimen­tos adotados por agrupamentos do início da cristandade — identificação do pecado e correção de rumo com o apoio dos companheiros.

Hobart Mowrer

 

Em From Sin to Wholeness (1982), Brian W. Grant afirmava que os sete pe­cados capitais advêm da infância mal orientada (preguiça e gula), da ado­lescência prolongada (raiva e luxú­ria) e da maturidade excessiva (ava­reza, inveja e orgulho). No fim da­quela década, o sociólogo Anthony Campolo definiu os pecados como “atitudes, emoções e estados da men­te (que) condicionam nosso compor­tamento em formas que são destru­tivas para nós mesmos e para aque­les à nossa volta”.

Brian W. Grant

Mais recentemente, em 1997, So­lomon Schimmel afirmou em The Seven Deadly Sins: Jewish, Christi­am, and Classical Reflections on Hu­mam Psychology que muitos pecados tradicionais, e mais especificamente os sete pecados capitais, são psicológicos tanto quanto qualquer outra coisa, e “são primariamente relacionados com o que significa ser humano e as responsabilidades que temos de preencher se quere­mos ser considerados como tal”.

So­lomon Schimmel

criado por Kheóps    11:30:22 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?

O BERÇO DA CULPA-3

Vineam Domini Sabaoth 

Essa preocupação com a educação dos fiéis apareceu, sobretudo no quar­to Concílio de Latrão, em 1214. Ao estabelecer a prática da confissão anual para todos os cristãos, o texto definido pela assembléia declarava que “todos os fiéis de ambos os sexos, depois de ter chegado à idade da discrição, confessarão todos os seus pecados pelo menos uma vez por ano ao seu próprio padre e cum­prirão com o melhor de sua capaci­dade a penitência imposta”, acrescen­tando que esse “saudável decreto” fosse divulgado freqüentemente nas igrejas, de modo que “ninguém pos­sa achar na alegação de ignorân­cia uma sombra de desculpa”. Mais parece nossa Constituição. Com isso, os sete pecados capitais tor­naram-se tema rotineiro dos cate­cismos da época.
Mesmo com o avanço do laicismo registrado nos últimos séculos, os sete pecados capitais continuam sen­do um tema constante nas igrejas, na literatura e nas artes. Um dos fil­mes mais bem-sucedidos (e assusta­dores) da última década, por exem­plo, foi Se7en, de David Fincher, no qual dois policiais (interpretados por Morgan Freeman e Brad Pitt) perse­guem um assassino serial que pauta seus crimes segundo a lista dos prin­cipais pecados cristãos.
 Remoção da Realeza

Embora o assunto não atraia mui­ta atenção no mundo acadêmico, al­guns estudiosos têm buscado abor­dá-lo a partir da perspectiva de ou­tros campos, como o clínico. O psi­quiatra americano Karl Menninger propôs em 1973 que o conceito de pecado fosse incorporado ao traba­lho de psicanalistas e de outros pro­fissionais da saúde mental. Ele suge­riu inclusive que a lista de pecados fosse aumentada, - viva, quanto mais, melhor! - com o acréscimo de itens como a crueldade.

 João Inocêncio III

criado por Kheóps    11:01:32 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?

23/9/09

O BERÇO DA CULPA-2

 

Outro escritor do século 4, o poeta Prudêncio, inspirou boa parte das obras de arte produzidas a respeito dos sete pecados capitais com a sua descrição das batalhas entre os ví­cios e as virtudes no texto Psychomachia.[1] No mesmo trabalho, ele in­dicou uma lista de virtudes opostas, cuja prática ofereceria alguma prote­ção contra os pecados. Segundo ele, o orgulho (superbia) seria superado pela humil­dade; a avareza (avaritia), pela generosidade; a inveja (invidia), pela bondade; a gula (gula), pela temperança; a luxúria (luxuria), pela castida­de; a raiva (ira), pela paciência; e a pre­guiça (accidia), pela diligência.
A igreja dividiu todos os pecados em duas categorias. Os mais simples, ou veniais, podem ser perdoados sem a necessidade de confissão. Já os mais graves merecem a danação(!). Os sete pecados capitais receberam essa denominação porque produzem ou­tros pecados, outros vícios, tendo um efeito potencialmente letal no que se refere á saúde espiritual da pessoa. Atentemos aqui de onde surgem os agregados, os elementos densos.
Se essas transgressões represen­tavam tamanho risco para o fiel, se­ria até desejável, segundo o ponto de vista de alguns religiosos, que o assunto fosse tratado como tabu. Mas ele ganhou certa publicidade dos pró­prios meios eclesiásticos, pois a opi­nião que prevaleceu defendia que ne­nhum indivíduo cometeria esses pe­cados sem perceber sua gravidade, e que, portanto, eles estariam capa­citados a confessar tais atos e rece­ber a absolvição.

 


[1] As Sete Virtudes são derivadas do épico Psychomachia, poema escrito por Aurelius Clemens Prudentius intitulando a batalha das boas virtudes e vícios malignos.

 

criado por Kheóps    12:17:50 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?

O BERÇO DA CULPA

 

Podemos sentir culpa pelas mais variadas razões, mas elas podem ser resumidas numa lista de fácil memo­rização. Ainda no primeiro milênio, a igreja cristã decidiu encarar esse de­safio, e o resultado — embora seus detalhes possam escapar à maioria — dificilmente não foi mencionado pelo menos uma vez aos ocidentais liga­dos ao cristianismo.

 

Gregório Magno IQuem codificou a relação foi o papa Gregório I, o Grande, que comandou a Igreja cristã entre 590 e 604. Em sua obra Moralia in Job, ele listou os sete pecados prin­cipais (ou capitais, ou mortais): or­gulho, inveja, raiva, avareza, tristeza, gula e luxúria. Mais tarde, a relação teve uma troca: “saiu” a tristeza – simples assim: saiu, foi embora - e en­trou a preguiça.

  

O número sete não está à toa nes­sa história, mesmo porque as listas de vícios de onde Gregório I parece ter extraído sua relação — entre as quais as de dois autores do século 4 dc., Evaagrius e Cassiano — conti­nham oito itens. De acordo com a doutrina tradicional simbolista, os sete pecados capitais estão relacio­nados diretamente à influência dos sete planetas dos antigos, divindades mitológicas que ao cristianismo inte­ressava descartar.
criado por Kheóps    12:06:04 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?

13/9/09

OS SETE PECADOS CAPITAIS

 Assim chegamos ao ômega do tema, usando um termo que nos mantém no curso histórico.

Vamos estudar agora alguns pontos que indicam que os sete pecados capitais não caíram do céu, tampouco foram para nós trazidos por algum tipo de deus cruel ou bondoso que quisesse que mantivéssemos a linha, caso contrário seríamos punidos.

O conceito de pecado como transgressão contra a vontade de Deus e as descrições das falhas de caráter e de comportamento mais graves que merecem esse nome fazem parte da tradição judaico-cristã, mas aparecem na bíblia de maneira dispersa. Os sete pecados capitais só foram enumerados e agrupados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo. Também são chamados de mortais, porque significariam a morte da alma em contraste com os pecados veniais, estes, considerados menos ofensivos. Capital vem do latim caput (cabeça) – onde já vimos isto antes? “Cabeça de legião”! - significando que esses sete são como “mães” de todos os outros pecados.

 

criado por Kheóps    11:46:15 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?

6/9/09

BÍBLIA, UM LIVRO A MUITAS MÃOS…

 

A BÍBLIA E SEUS ESCRITORES
 
A palavra bíblia é derivada da palavra grega biblos, que significa: livro ou rolo.
A bíblia foi escrita durante um período de mais de 1500 anos, foram aproximadamente 40 os seus autores, servos inspirados pelo Espírito Santo.
Apesar dos seus diversos autores é um só livro, com uma única mensagem, isenta de contradições em seu conteúdo.
É um livro espiritual, se aceita pela fé, direcionada a um povo especifico, o Povo de Deus.
São estes, todos os que foram lavados e restaurados no sangue de Jesus e o tem como Mestre.
Devemos lê-la em espírito, meditando em seus ensinamentos e ouvindo a voz do Santo Espírito, que nos dá a compreensão.
É um livro especial que traz os princípios da fé do Povo de Deus.
A seguir, apresentamos uma tabela com os livros, datas prováveis em que foram escritos e autores.
Livro
Data
Autor
Livro
Data
Autor
Antigo Testamento:
Gn
1440 aC
Moisés
Ex
1400 aC
Moisés
Lv
1445 aC
Moisés
Nm
1400 aC
Moisés
Dt
1400 aC
Moisés
Js
1400—1375 aC
Josué
Jz
1050—1000 aC
Desconhecido
Rt
1050—500 aC
Desconhecido
1 Sm
931—722 aC
Samuel e outros
2 Sm
931—722 aC
Samuel e outros
1 Rs
560—538 aC
Jeremias
2 Rs
560—538 aC
Jeremias
1 Cr
425—400 aC
Esdras
2 Cr
425—400 aC
Esdras
Ed
538—457 Ac
Esdras
Ne
423 aC
Neemias
Et
465 aC
Desconhecido
Sec. V—II aC
Moisés ou Salomão
Sl
1000—300 aC
Davi, Asafe e outros
Pv
950—700 aC
Salomão e outros
Ec
935 aC
Salomão
Ct
970—930 aC
Salomão
Is
700—690 aC
Isaias
Jr
626—586 aC
Jeremias
Lm
587 aC
Jeremias
Ez
593—573 aC
Ezequiel
Dn
537 aC
Daniel
Os
750 aC
Oséias
Jl
835—805 aC
Joel
Am
760—750 aC
Amós
Ob
586 aC
Obadias
Jn
760 aC
Jonas
Mq
704—696 aC
Miquéias
Na
612 aC
Naum
Hc
600 aC
Habacuque
Sf
630 aC
Sofonias
Ag
520 aC
Ageu
Zc
520—475 aC
Zacarias
Ml
450 aC
Malaquias
 
Novo Testamento:
Mt
50 –75 dC
Mateus
Mc
65—70 dC
Marcos
Lc
59—75 dC
Lucas
Jo
85 dC
João
At
62 dC
Lucas
Rm
56 dC
Paulo
1Co
56 dC
Paulo
2Co
56 dC
Paulo
Gl
55—56 dC
Paulo
Ef
60—61 dC
Paulo
Fp
61 dC
Paulo
Cl
61 dC
Paulo
1Ts
50 dC
Paulo
2Ts
50 dC
Paulo
1Tm
64 dC
Paulo
2Tm
66—67 dC
Paulo
Tt
64 dC
Paulo
Fm
60—61 dC
Paulo
Hb
64—68 dC
Desconhecido
Tg
48-62 dC
Tiago (irmão de Jesus)
 1Pe
     60 dC
Pedro
2Pe
65—68 dC
Pedro
1Jo
90 dC
1,2,3 Jo // João
Jd
65—80 Dc
Judas
Ap
70—95 dC
João
 
 
 
criado por Kheóps    15:31:37 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?

23/8/09

DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS-2

 

As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores da bíblia. Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro. Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais "novos", ou seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.
Se os estudos de Metafísica do Grego Aristóteles até hoje não têm um significado adequado quanto à simples origem da palavra “Metafísica”, que se dirá então de um livro inteiro, fracionado em dois períodos, como a bíblia?

criado por Kheóps    16:42:46 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?

18/8/09

DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS.

 

 

Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem, porém, partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó. Durante nove anos vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumrân, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no Século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do cristianismo.

 

Estes documentos tiveram grande impacto na visão da bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos[1] aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C. Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de cem anos antes do nascimento de Cristo. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas. Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como o do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.


[1] [Do hebr. massorat, 'tradição'.]
1- O conjunto dos comentários críticos e gramaticais acerca da Bíblia (sobretudo o Velho Testamento) feitos por doutores judeus. Fonte: Dicionário Aurélio Século XXI Eletrônico. 

 

criado por Kheóps    11:37:24 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?
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