* CONSCIÊNCIA LIVRE *

Saudações Cordiais! Deixo neste espaço um pouco do que vivi e aprendi para que você possa apreciar e participar comigo, com carinho e simplicidade. Bom proveito! KHEÓPS JUSTO.

19/10/09

A INCORPORAÇÃO DOS SETE PECADOS CAPITAIS

[A Bíbilia Medieval

Embora o conceito dos pecados capitais tenha se originado ainda nos primórdios do Cristianismo, eles só foram compilados e enumerados bem mais tarde, no século VI. Na época, tomando por base as epístolas de São Paulo, o papa Gregório Magno definiu como sendo sete os principais vícios de conduta. Era comum fazer listas de pecados na Idade Média. Essas anotações cristãs facilitavam a memória e o ensino da catequese.

O rol dos sete pecados, porém, só foi incorporado à doutrina da Igreja no século XIII, com o teólogo São Tomás de Aquino, que “explicou” detalhadamente cada um deles, mostrando a razão de serem capitais. Nessa acepção, seriam os comandantes dos outros vícios subordinados. – Seriam os agregados, porventura?

 O Círculo dos Sete Pecados

 

Ou seja, todo e qualquer mal de conduta é derivado dos sete pecados mortais, como também são chamados, por representar a "morte" da alma. Quando uma pessoa mente, por exemplo, pode estar sendo movida pela inveja; o ato de cobiçar a mulher do próximo seria provocado pela luxúria; e assim por diante. No entanto, entre as infrações capitais, uma delas é considerada a raiz de todas as outras: a soberba (orgulho). No Gênesis, a serpente oferece o fruto da árvore proibida do conhecimento a Adão e Eva, e eles aceitam, querendo igualar-se a Deus. Esse foi o pecado original: a soberba. Nesse sentido, é como se, ao cometer qualquer infração, a pessoa anunciasse para si: "Deus está errado e eu estou certo".

 

Segundo os religiosos, ter consciência dos males da prática dos sete pecados e, claro, procurar “evitá-los” é o caminho para garantir a "vida" da alma. Toda pessoa que deixa de cometê-los se sente mais plena e feliz. Mesmo aqueles que não crêem em Deus, evoluem. Quem acredita, por sua vez, experimenta mais de perto a misericórdia divina, diz o padre carioca José Roberto Develar, doutor em arte sacra pela Universidade Gregoriana de Roma.

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4/10/09

ESTUDOS E TEORIAS

Três anos depois, Hobart Mowrer lançou uma teoria dos efeitos psico­lógicos danosos dos pecados não confessados (especialmente entre os protestantes), contra os quais indi­cou “grupos de integridade” que lem­bram, de certo modo, os procedimen­tos adotados por agrupamentos do início da cristandade — identificação do pecado e correção de rumo com o apoio dos companheiros.

Hobart Mowrer

 

Em From Sin to Wholeness (1982), Brian W. Grant afirmava que os sete pe­cados capitais advêm da infância mal orientada (preguiça e gula), da ado­lescência prolongada (raiva e luxú­ria) e da maturidade excessiva (ava­reza, inveja e orgulho). No fim da­quela década, o sociólogo Anthony Campolo definiu os pecados como “atitudes, emoções e estados da men­te (que) condicionam nosso compor­tamento em formas que são destru­tivas para nós mesmos e para aque­les à nossa volta”.

Brian W. Grant

Mais recentemente, em 1997, So­lomon Schimmel afirmou em The Seven Deadly Sins: Jewish, Christi­am, and Classical Reflections on Hu­mam Psychology que muitos pecados tradicionais, e mais especificamente os sete pecados capitais, são psicológicos tanto quanto qualquer outra coisa, e “são primariamente relacionados com o que significa ser humano e as responsabilidades que temos de preencher se quere­mos ser considerados como tal”.

So­lomon Schimmel

criado por Kheóps    11:30:22 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?

O BERÇO DA CULPA-3

Vineam Domini Sabaoth 

Essa preocupação com a educação dos fiéis apareceu, sobretudo no quar­to Concílio de Latrão, em 1214. Ao estabelecer a prática da confissão anual para todos os cristãos, o texto definido pela assembléia declarava que “todos os fiéis de ambos os sexos, depois de ter chegado à idade da discrição, confessarão todos os seus pecados pelo menos uma vez por ano ao seu próprio padre e cum­prirão com o melhor de sua capaci­dade a penitência imposta”, acrescen­tando que esse “saudável decreto” fosse divulgado freqüentemente nas igrejas, de modo que “ninguém pos­sa achar na alegação de ignorân­cia uma sombra de desculpa”. Mais parece nossa Constituição. Com isso, os sete pecados capitais tor­naram-se tema rotineiro dos cate­cismos da época.
Mesmo com o avanço do laicismo registrado nos últimos séculos, os sete pecados capitais continuam sen­do um tema constante nas igrejas, na literatura e nas artes. Um dos fil­mes mais bem-sucedidos (e assusta­dores) da última década, por exem­plo, foi Se7en, de David Fincher, no qual dois policiais (interpretados por Morgan Freeman e Brad Pitt) perse­guem um assassino serial que pauta seus crimes segundo a lista dos prin­cipais pecados cristãos.
 Remoção da Realeza

Embora o assunto não atraia mui­ta atenção no mundo acadêmico, al­guns estudiosos têm buscado abor­dá-lo a partir da perspectiva de ou­tros campos, como o clínico. O psi­quiatra americano Karl Menninger propôs em 1973 que o conceito de pecado fosse incorporado ao traba­lho de psicanalistas e de outros pro­fissionais da saúde mental. Ele suge­riu inclusive que a lista de pecados fosse aumentada, - viva, quanto mais, melhor! - com o acréscimo de itens como a crueldade.

 João Inocêncio III

criado por Kheóps    11:01:32 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?
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