23/9/09
O BERÇO DA CULPA
Podemos sentir culpa pelas mais variadas razões, mas elas podem ser resumidas numa lista de fácil memorização. Ainda no primeiro milênio, a igreja cristã decidiu encarar esse desafio, e o resultado — embora seus detalhes possam escapar à maioria — dificilmente não foi mencionado pelo menos uma vez aos ocidentais ligados ao cristianismo.
Quem codificou a relação foi o papa Gregório I, o Grande, que comandou a Igreja cristã entre 590 e 604. Em sua obra Moralia in Job, ele listou os sete pecados principais (ou capitais, ou mortais): orgulho, inveja, raiva, avareza, tristeza, gula e luxúria. Mais tarde, a relação teve uma troca: “saiu” a tristeza – simples assim: saiu, foi embora - e entrou a preguiça.
O número sete não está à toa nessa história, mesmo porque as listas de vícios de onde Gregório I parece ter extraído sua relação — entre as quais as de dois autores do século 4 dc., Evaagrius e Cassiano — continham oito itens. De acordo com a doutrina tradicional simbolista, os sete pecados capitais estão relacionados diretamente à influência dos sete planetas dos antigos, divindades mitológicas que ao cristianismo interessava descartar.
criado por Kheóps
12:06:04 — Arquivado em: 

CarÃssimo…´vc é uma fonte de cultura, eu não sabia o porque de 7 pecados, adorei…bjos querido
Comentário por Daniela — quinta-feira, 19 de novembro de 2009 @ 18:09:17