23/8/09
DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS-2


Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem, porém, partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó. Durante nove anos vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumrân, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no Século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do cristianismo.
Estes documentos tiveram grande impacto na visão da bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos[1] aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C. Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de cem anos antes do nascimento de Cristo. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas. Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como o do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.
Outros apócrifos mais recentes recolhem a mesma história, como o "Pseudo Mateus", que conta que o seu cajado floresceu milagrosamente. Também se detém o Protoevangelho em descrever o nascimento de Jesus quando José ia com Maria até Belém. Narra que o santo patriarca buscou uma parteira, que pôde comprovar a virgindade de Maria no parto.
Em uma linha parecida, outros apócrifos, como "o Nascimento de Maria", se detêm em narrar o nascimento da Virgem, quando Joaquim e Ana já eram anciãos. A infância de Jesus e os milagres que fazia quando criança são narrados pelo "Pseudo Tomás", e a morte de José é o tema principal da "História de José, o Carpinteiro". Nos apócrifos árabes da infância, já mais recentes, se fixa a atenção nos Reis Magos, dos quais num apócrifo etíope se incluem inclusive os nomes pelos quais se tornaram populares.

Um motivo muito presente em outros apócrifos, como o chamado "Livro do Repouso" ou o "Pseudo Melitão", foi a morte e a Assunção da Santíssima Virgem, narrando que morreu rodeada pelos apóstolos e que o Senhor transportou o seu corpo em um carro celeste. Todas essas lendas piedosas circularam com profusão na Idade Média e serviram de inspiração a muitos artistas.
