26/1/09
A PAZ DOGMÁTICA - 4
Este dogma de Nicéia sobre a divindade de Cristo procede de Constantino, a quem parece que encontrou a expressão "consubstancial", que foi aceita por unanimidade na sessão de 19 de junho de 325. O dogma da igreja se publicou como lei do Império. O concílio ecumênico imperial se perpetuou como instituição permanente, durante mais de cinco séculos.

Como encerramento do primeiro concílio ecumênico, Constantino deu um banquete oficial em Nicéia. Desdobramento de pompa e desfiles militares. Todo bispo recebeu um presente de despedida. Nos salões, nas varandas, em portas e portais, havia guardas de honra. O Imperador escreveu a Alexandria: "O que acordaram os 300 bispos, não é nada mais que a opinião de Deus."(!)
É de estranhar que se baseando nessa aliança, Constantino se chamasse às vezes o "Homem de Deus"? Havendo lhe visitado um grupo de padres, recebeu-os com estas palavras: "Vós fostes designados Por Deus para o que diz respeito às coisas internas da igreja, e eu como uma espécie de bispo para os assuntos exteriores." Daí que o governante assumisse a missão temporal do cristianismo. Graças a ele, abriu-se à igreja o Império do Oriente até Bizâncio: cristianização dos Bálcãs, dos godos e dos eslavos.

criado por Kheóps
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