28/11/08
ESTRATÉGIA
O vencedor em Roma queria dar a paz; por isso suas primeiras medidas foram cautelosas e conciliadoras. Basta de mártires! Não devia havê-los em nenhum grupo. Constantino proibiu a crucificação, a estigmatização na testa e a mutilação de membros. Proclamou: "Que ninguém incomode a outros; que cada qual se comporte como seu coração lhe diga. Ninguém pode ferir a outro, quaisquer que sejam suas convicções…".

Constantino decorou seus estandartes imperiais com o emblema cristão. Entretanto, na casa da moeda de Tarragona se cunharam moedas com a imagem do deus da luz acompanhado da Vitória. Como monumento de triunfo mandou erigir uma estátua no Foro levando na mão direita levantada uma cruz. Um ano depois da ocupação de Roma, o Imperador promulgou o Decreto de Melam, que amparava aos cristãos e lhes concedia igualdade de direitos.

No Arco de Constantino, que o Senado mandou erigir, incluíram-se estatuetas do deus solar e da Vitória. Era uma artimanha do Senado, de tendência pagã ou o desejava o Imperador, a fim de dar a seu governo uma nota de imparcialidade?

Em fins de outubro de 313, os clérigos da igreja católica gozavam dos mesmos privilégios que os anteriores sacerdotes oficiais; isenção de prestação de serviços públicos e impostos, reconhecimento dos tribunais arbitrais episcopais e direito da igreja a receber heranças. Os santuários cristãos estavam dotados do direito de asilo, igual aos templos dos antigos deuses.
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