* CONSCIÊNCIA LIVRE *

Saudações Cordiais! Deixo neste espaço um pouco do que vivi e aprendi para que você possa apreciar e participar comigo, com carinho e simplicidade. Bom proveito! KHEÓPS JUSTO.

21/10/08

ORIGENS - 4

325 d.C., data importante para os implantes dogmáticos da humanidade sucessora de uma história marcada por sangue e perseguições. Parecia que se iniciava um momento de vitória e paz, mas não era bem isso. Já como soberano único, Flavius Valerius Constantinus (285 - 337 d.C.), filho de Constâncio I, realiza o famigerado Concílio de Nicéia, atual cidade de Iznik, província de Anatólia (nome que se costuma dar à antiga Ásia Menor), na Turquia asiática. Quando seu pai morreu em 306, Constantino passou a exercer autoridade suprema na Bretanha, Gália (atual França) e Espanha. Aos poucos, foi assumindo o controle de todo o Império Romano.

Este foi o primeiro Concílio Ecumênico da igreja, convocado pelo Imperador; astuto, convocou mais de 300 bispos ao Concílio de Nicéia. Constantino visava dotar a igreja de uma doutrina padrão, pois as divisões, dentro da nova religião que nascia, ameaçavam sua autoridade e domínio. Era necessário, portanto, um Concílio para dar nova estrutura aos seus poderes. E o momento decisivo sobre a doutrina da Trindade ocorreu nesse Concílio. Bispos se reúnem para decidir se Cristo era um ser criado (doutrina de Ário) ou não criado, e sim igual e eterno como Deus Seu Pai (doutrina de Atanásio). A igreja acabou rejeitando a idéia ariana de que Jesus era a primeira e mais nobre criatura de Deus, e afirmou que Ele era da mesma "substância" ou "essência" (isto é, a mesma entidade existente) do Pai.

Assim, segundo a conclusão desse Concílio, há somente um Deus, não dois; a distância entre Pai e Filho está dentro da unidade divina, e o Filho é Deus no mesmo sentido em que o Pai o é. Dizendo que o Filho e o Pai são "de uma substância", e que o Filho é "gerado" ("único gerado, ou unigênito", João 1. 14,18; 3. 16,18), mas "não feito", o Credo Niceno, estabelece a Divindade do homem da Galiléia, embora essa conclusão não tenha sido unânime. Os Bispos que discordaram, foram simplesmente perseguidos e exilados.
Qualquer semelhança com o que viria a ocorrer depois em nações ditas civilizadas não pode ser considerada uma mera coincidência. Com a subida da igreja ao poder, discussões doutrinárias passaram a ser tratadas como questões de Estado. E na controvérsia ariana, colocava-se um obstáculo grande à realização da idéia de Constantino de um Império universal que deveria ser alcançado com a uniformidade da adoração divina!

 

criado por Kheóps    15:59:15 — Arquivado em: CONCEITOS, PARA QUÊ?

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