7/9/07
ALGUMAS RESPOSTAS A ALGUMAS DÚVIDAS.

DÚVIDAS MAIS FREQÜENTES SOBRE ALQUIMIA:
1} Existe uma regra, uma norma a ser seguida quando se intenta a prática alquímica sexual?
Kheóps: Costuma-se dizer em certos centros de estudos que se tiver consciência pode-se praticar alquimia sexual até de ponta cabeça. Essa colocação não tem nada de banal, apenas quer deixar bem claro e de forma enfática que o ato sexual é para ser desfrutado, de forma normal e natural, sem tabus, preconceitos, puritanismos egóicos e equivocados que só tendem a prejudicar e incutir na mente dos fracos de opinião proibições que nunca se cogitaram vindo destruir um relacionamento íntimo. Há que saber distinguir promiscuidade, perversão do erotismo sensual e sadio. Para um casal o que importa é o magnetismo, o calor, o fogo sexual, a vontade que se tem em amar ardentemente o(a) companheiro(a), para tal urgem as carícias, os beijos, roupas provocantes, toques, massagens a fim de atiçar a vontade ao amor, à prática. Sem fogo nada se aquece, sem fogo não há transmutação e isto é físico, fisiológico, natural. Sem o ardor da excitação não há ereção plena, não há lubrificação íntima, sem esta condição não existe a mínima possibilidade de se realizar o coito alquímico.
As pessoas tendem a confundir, mistificar, santificar, criar tabus, proibições quando ao ato em si, tais como: “Assim não pode”. “Desta forma é pecado”. “Essa posição é proibida”. Isto não existe! Se não houvesse variadas formas para se praticar o sexo as culturas de ouro da humanidade jamais deixariam plasmadas as suas imagens sensuais em esculturas, imagens, livros e tratados sobre o ato sexual puro para que todos tivessem alcance. O homem e a mulher, legitimamente constituídos, necessitam se unir, desfrutarem do ato de todas as formas que entenderem sadias, e assim, em união vão os dois juntos num só pensamento, numa só manifestação de vontade, de pleno acordo entre ambos, dirigir essa força fantástica do nitrogênio SI-12 localizado nas glândulas sexuais (e não nos órgãos) ao caminho da sublimação seminal.
Insistimos: a prática alquímica não pode ser mecanizada, não existe um tempo programado em algum livro ou tratado místico/religioso/científico que dite uma regra e uma pena para quem a descumpra. O organismo de cada um é quem vai pedir o que realmente necessita, ele é quem vai saber o momento exato de transmutar ou se está em perigo de perder as energias. Basta ao casal saber ouvi-lo, aí é que entra o superesforço, a supravontade, o amadurecimento do casal que pleiteia um trabalho diferente e revolucionário. O medo da queda só faz com que se caia. Temos incutido em nossos átomos um medo que provém de recordações de antigas civilizações que radicalmente tiravam a vida daqueles que miseravelmente perdiam suas energias, tamanha a importância que se atribui a esse trabalho. Mas, se formos pensar dessa forma, quem iria se habilitar?
Ao pressentir a sensação do êxtase, o homem concentra sua força de vontade, sua imaginação, sua tenacidade, seu querer, em suas gônadas e a mulher em seus ovários encaminhando os vapores seminais conseguidos pela ebulição com o fogo do calor do amor intenso até a região cerebral onde tais vapores serão sublimados e novamente se condensarão em nova forma superior e em seguida é direcionado até o coração que como máquina orgânica humana leva seus fluídos purificados a todo organismo tornando-o pleno de energias reestruturadoras.
Existem sons vibracionais que certas ordens empregam com o intuito de amenizar a excitação conhecidos por mantras, os quais podem ser verbalizados ou apenas mentalizados bem como certas posições de yoga que facilitam a prática durante e após o ato. Todavia enfatizamos uma vez mais, a prática deve ser feita com bastante naturalidade, com movimentos, sem movimentos, com posições tantricas ou não, como queira o casal, é simples, cada qual o faz como sente, sem encanação, o amor vem do coração. O importante neste trabalho revolucionário é não perder a energia, deve-se deixar desacoplar e sentir de acordo com o momento, não reprimir, apenas não perder a energia. Após a separação o casal aguarda o processo de excitação se extinguir de forma natural, sem complicações mentais. Suaves carícias podem ser trocadas, beijos cândidos, entoação de mantras específicos, exercícios respiratórios como o pranayama, posturas tantricas, banhos relaxantes isso é o que vale.

“O sábio vive um dia após o outro e encontra todos os seus deveres à sua volta. Não tentemos nada além de nossas forças e não nos adiantemos à nossa existência. Meus deveres de hoje são minha única tarefa, os de amanhã ainda não chegaram.”-
Jean Jacques Rousseau – Filósofo
criado por Kheóps
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