19/5/07
QUADROS DEMONSTRATIVOS.
QUADRO DAS DESVANTAGENS DOS MÉTODOS ANTICONCEPTIVOS EXISTENTES
Método - Espécie - Descrição - Desvantagens
Métodos de barreiras e espermicidas
Camisa-de-vênus (camisinha).
Fina camada de látex que cobre o pênis ereto e evita que os espermatozóides atinjam a cavidade uterina. Pode estourar (média de 20%) e reduz a sensibilidade do ato sexual.
Camisinha feminina. Membrana fina de látex com formato de coador que se ajusta à entrada da vagina. O aro de borracha deve ficar na entrada do útero. Mulheres com aversão a manipular seus genitais e o alto custo do preservativo, bem mais caro que o masculino.
Espermicida. Produto que desativa ou elimina espermatozóides, encontrado sob diversas formas: gel, pomada, aerosol, geléia e supositório vaginal. Alta incidência de gravidez (média de
30%) e só pode ser usado no momento da relação sexual, senão perde a validade.
Diafragma. Dispositivo circular colocado na entrada do útero, impedindo a passagem de espermatozóides. Não protege contra DST, pode falhar (média de 25%), deve ser mantido seis horas depois do ato sexual e exige exame pélvico prévio.
Métodos naturais
Coito interrompido. Um dos métodos mais antigos, é a ejaculação fora da vagina, que exige imenso autocontrole do homem. O líquido pré-ejaculatório pode conter espermatozóides vivos e é uma porta aberta para DST, principalmente em relação a parceiros usuais.
Método Ogino-Knaus (tabelinha). Um dos mais usados no mundo. Baseado no registro dos dias férteis e não férteis. Mas é preciso ter fluxo regular e conhecer seu corpo, para estar atenta às mudanças no período fértil. Alta incidência de falhas: o estresse ou distúrbios psicológicos podem desregular o ciclo menstrual; não protege contra DST.
Muco cervical ou método de Bellings. Baseia-se na observação de mudanças no muco cervical para identificação do período fértil Ausência de garantias; não protege contra DST.
Anticoncepcionais hormonais
Pílula. Combina estrogênio e progestagênio (substâncias semelhantes aos hormônios produzidos pelo ovário). Inibe a ovulação, não permite a aderência do óvulo à camada interna do útero e modifica a qualidade do muco cervical, detendo a passagem dos espermatozóides. Requer motivação e uso diário e pode gerar efeitos como redução da libido e aumento de peso. Mulheres fumantes acima de 40 anos não devem utilizar métodos contraceptivos hormonais, sob risco de problemas cardíacos. Não protege contra DST.
Minipílula. Com efeitos semelhantes aos da pílula, contém apenas progestagênio; sua eficácia é um pouco menor, pois só altera o muco cervical. As mesmas da pílula convencional. Além disso, cerca de 20% das mulheres têm sua menstruação desregulada ou suspensa.
Injetáveis. Anticoncepcionais injetados na via muscular que impedem a ovulação, com duração de um mês, três meses, um ano ou três anos. Controverso, por ser novo e suspender o ciclo menstrual. A mesma da pílula, por conter hormônios. Pode causar sangramento irregular e o retorno à fertilidade é lento.
Outros métodos
DIU (Dispositivo Intra-Uterino). Pequeno objeto de plástico ou cobre, alojado no útero pelo ginecologista. Detém a concepção impedindo a passagem dos espermatozóides. Pode usá-lo por período de três a cinco anos. Mulheres que possuem mioma uterino ou períodos menstruais hemorrágicos não podem usar DIU de cobre e sim um outro de progestogênio Mulheres com útero estreito ou pequeno dificultam sua colocação; não protege contra DST.
Técnica de interceptação (pílula do dia seguinte). Ingestão de pílulas de alta dosagem hormonal, fazendo com que o útero não apresente condições de manter o óvulo fecundado. No Brasil, há pouco mais de um ano, pode ser comprada em farmácias com receita médica. Deve ser tomada até 72 horas após a relação sexual, repetindo a dose 12 horas depois. A dose elevada de estrogênio provoca efeitos colaterais, como mal-estar, alterações da função hepática e até complicações circulatórias. Não deve ser usado como método de rotina.
Métodos Cirúrgicos. Ligadura Tubária Procedimento cirúrgico de caráter voluntário para término permanente da fertilidade em mulheres. Feito por Minilaparotomia (intervalo ou pós-parto) ou laparoscopia (somente intervalo). Bloqueia as trompas de falópio (pela secção, cauterização, anéis ou clips). O espermatozóide é impedido de chegar ao óvulo. Pode se arrepender mais tarde (a reversão requer cirurgia complexa, é cara e freqüentemente com disponibilidade limitada); riscos e efeitos colaterais da cirurgia; alto custo inicial (mais do que para vasectomia); dor/desconforto de curta duração após procedimento; requer provedor treinado; Sem proteção para DST/AIDS.
Vasectomia Método cirúrgico que encerra permanentemente a fertilidade em homens. Pelo bloqueio dos condutos deferentes (ducto ejaculatório) impede a presença de espermatozóide na ejaculação. Pode se arrepender mais tarde (a reversão requer cirurgia especial, é cara e freqüentemente com disponibilidade limitada); não é imediatamente efetivo (requer tempo e até 20 ejaculações) riscos e efeitos colaterais da pequena cirurgia; dor/desconforto de curta duração após procedimento; requer provedor treinado; Sem proteção para DST/AIDS.
criado por Kheóps
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