13/5/07
A MORTE DO SEXO.
O orgasmo passa a ser compreendido não como uma satisfação amorosa entre o casal, mas sim como a “morte”, o término do relacionamento naquele instante, o ponto final do amor naquele dia.
Os seres humanos devem ser capazes de usar seus órgãos genitais com um propósito mais elevado que o dos animais. Da mesma forma que a fecundação pode ocorrer sem a união sexual, vista através da gravidez artificial, a união amorosa pode se verificar sem o desgaste seminal, sem o derramamento do líquido criador. 
Não devemos pensar em curto prazo. Hoje o casal está bem, muito bem em verdade. São novos, experimentam tudo e de tudo, pois tudo lhes é novidade a ser avidamente sorvida e enquanto novidade, estimula. Vão se passando os anos e o casal começa a ter dificuldades amorosas. Evidente, conheceram tudo o que se podia aceitável ou não. A decrepitude se pronuncia a passos largos, o desgaste foi enorme. A esposa que antes se sujeitava a tudo já não pode se contentar com uma impotência do esposo e este, por sua vez, não pode aceitar o climatério inexorável. Inicia-se um ciclo vicioso de desunião e insatisfação conjugal que culmina em falência matrimonial com todas suas conseqüências inerentes e nefastas: dor, filhos sofrendo, doenças, gastos, saúde danificada e uma enorme lista de desgostos e dissabores que abarrotam os “lares doce lares”.

criado por Kheóps
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