Na prática de um ato sexual não poderia ser diferente. Algumas horas de extremo esforço físico com o ápice atingido pela forte descarga elétrica que é o próprio orgasmo não é nada mais nada menos que uma perda extraordinária de energia, tanto para o homem como para a mulher. Haja vista certos relatos que se coletam em entrevistas com casais sobre o sentimento que gera um orgasmo, certos depoimentos se aprofundam em descrever a sensação orgásmica a ponto de terem a sensação de formigamento, de desmaio, de estarem saindo do corpo, como se a alma tivesse saído, um esgotamento físico, como se tivesse colocado para fora muitas energias. Claro fica.
Agora, o que ocorreria com uma pessoa que aproveitasse essa energia para seu próprio benefício? Como essa pessoa poderia aplicar a energia sexual de maneira útil não só para o ato sexual em si, mas para sua saúde, seu bem estar, sua inteligência, seu físico e etc…
Qualquer acompanhante das modalidades esportivas que incluem animais sabe perfeitamente que os mesmos são afastados das fêmeas nas proximidades de uma competição, os cavalos de corrida não podem cobrir as éguas antes do evento, pois necessitam resguardar suas energias para o melhor desempenho, um lutador de boxe deve se manter íntegro nas vésperas da luta para que seu potencial físico e mental seja o melhor. Ninguém parou para se perguntar o porquê disso? Por que tamanho cuidado científico com o sexo? Com o ato sexual comum e corrente a quantidade de energia que se perde é enorme, evidentemente que o atleta ficará fraco, sonolento, lento, pois o organismo batalha para recuperar novamente o equilíbrio energético que lhe falta.
Alguém pode querer dizer: “Ora, mas desde o tempo de meus pais, meus avós se pratica sexo assim, desde que a humanidade é humanidade eu sei que o sexo se faz assim”. Bem, talvez seja por tal que a humanidade se encontre da forma como se acha hoje, decrépita, decadente, fraca; a questão é que estamos acostumados a viver assim, portanto, não vemos a outra forma como benéfica: “Sempre foi assim, para que mudar?”. Consideremos um casal que realize o ato sexual sem perder suas energias, sejamos claros, sem atingir o orgasmo – o que não implica em não sentir prazer -, sem derramamento seminal, esse casal sempre fará sexo com vigor e sempre manterá suas energias em níveis altíssimos. O que poderia ocorrer com um casal que trabalhasse assim daqui a uns vinte, quarenta anos? Certamente se comparados aos casais comuns e correntes se constatariam profundas diferenças, a começar pelo físico que se manteria jovial, pelo intelecto salutar e dinâmico, pela tranqüilidade conjugal e profissional, pelos filhos saudáveis e equilibrados.
