* CONSCIÊNCIA LIVRE *

Saudações Cordiais! Deixo neste espaço um pouco do que vivi e aprendi para que você possa apreciar e participar comigo, com carinho e simplicidade. Bom proveito! KHEÓPS JUSTO.

O TAO

sábado, 6 de fevereiro de 2010

 

O confucionismo foi quase a religião oficial da China até o século 20. Na metade desse século, com o advento da revolução maoísta, o sistema pas­sou a ser radicalmente condenado pe­los ideólogos do regime. Eles julga­vam paralisante a fidelidade inquebrantável às tradições que o confu­cionismo enaltecia. Apesar disso, é impossível dissociar a civilização chinesa e a sua cultura dos cânones confucionistas.
Na mesma época em que o confucionismo surgiu na China, o século VI an­tes de Cristo, e quase para contrabalan­çar e equilibrar a rigidez pragmática desse sistema, um outro surgiu, tão im­portante quanto o primeiro: o taoísmo.

 

O nome vem de tao, que significa “via” ou “caminho”. Nessa religião de forte componente metafísico, tao é a noção fundamental preexistente à di­vindade organizadora de tudo aquilo que existe (o Ser saído do não-Ser). E o grande princípio da ordem univer­sal, a síntese do yin e do yang, as duas categorias opostas e complementares. Essas categorias são essenciais no pensamento chinês, e formam a alter­nância verificada por toda a parte na natureza: o feminino e o masculino, o frio e o calor, a sombra e a luz, o nega­tivo e o positivo, a noite e o dia.

 
A sabedoria, para o taoísta, consis­te em procurar o “caminho”, que é a realidade suprema que harmoniza as contradições aparentes. Para tanto, vá­rias alternativas são oferecidas aos se­guidores: o místico chega lá pela me­ditação, pela contemplação e pelo êx­tase, mas também por uma disciplina física e moral que desenvolve todas as faculdades potenciais do homem. Dessa disciplina fazem parte exercí­cios respiratórios, exercícios que re­cordam os da ioga, a prática de artes marciais, etc.
 
A fundação do taoísmo é atribuída a Lao-tsé, personagem lendário e pre­sumível autor da obra fundamental do taoísmo, o Tao Te King, livro do “ca­minho” e da “virtude” que exprime as doutrinas e os conselhos de sabedo­ria para fazer reinar a ordem.
Em seu aspecto filosófico, o objeti­vo central do taoísmo é o de alcançar a santidade, o estado de perfeita harmo­nia com o mundo natural, um estado que se conquista integrando-se a ele através da meditação e da experiência de vários estados de êxtase.
 

 

 
O taoísmo é também considera­do uma religião “ecológica” por ex­celência, já que afirma que a nature­za não deve ser alterada pela ação hu­mana. Por essa razão é que o taoísta pratica e prega o não-agir em todos os campos da vida e da atividade huma­na (inclusive o campo político), não admitindo descontroles ou perdas do estado de equilíbrio, nem mesmo no momento da morte.

CONFUCIONISMO

 

Para o confucionismo, tudo deve ser harmonia na sociedade, cuja base é a família, na qual a piedade filial é a pri­meira das virtudes. Todas as ações hu­manas devem se assentar na noção bem chinesa do wu-wei (o não-agir) e a de jen (a benevolência, como virtu­de de humanidade e de justiça).
Assim, mais que religião, o confu­cionismo é uma sabedoria: uma arte de governar para o rei, uma moral po­lítica para os letrados, uma fidelidade à tradição para o povo, O confucionis­mo não tem nem preocupações meta­físicas, nem dogmas absolutos, nem clero. Preocupando-se, sobretudo com o concreto e o pragmático, procura a harmonia do mundo real pelo equilí­brio das forças contrárias e comple­mentares, o yin e o yang, a disciplina e a ordem social pelas virtudes fami­liares, o amor fraterno e a educação do povo. Esse pragmatismo é chama­do “ética de Confúcio”, e preconiza as quatro grandes virtudes: humani­dade, justiça, comportamento ritual e conhecimento.
 

CONFÚCIO & TAO

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

 

A China não escapou da revolu­ção religiosa do século VI antes de Cristo. Ali, curiosamente, duas cor­rentes opostas e complementares surgiram quase ao mesmo tempo: o confucionismo e o taoísmo.

Como o budismo na Índia, o confu­cionismo chinês surgiu mais como sa­bedoria moral e social do que como religião. Seu fundador, Confúcio, foi um dos grandes sábios da China. Num momento histórico de grande caos político e religioso, ele restabeleceu a ne­cessidade da ordem no mundo pelo regresso à virtude e pela correla­ção entre a ordem moral humana e a ordem cósmica.

JAINISMO

 

A moral jainista, inclusive a dos lei­gos, é muito severa; impõe os cinco votos inferiores: não matar; não men­tir; não roubar; abster-se o mais pos­sível das relações sexuais; e conten­tar-se com um mínimo de bens mate­riais. Os adeptos da seita jainista dos digambara (“os que se vestem de nu­vens”) andam completamente nus. Como no budismo, o objetivo do sá­bio jainista é libertar-se do carma (lei da ação e reação, responsável pe­los intermináveis ciclos de mortes e renascimentos).

Cerca de quatro milhões de india­nos ainda praticam o jainismo. Não fa­zem proselitismo (conversão a uma doutrina, idéia ou sistema; sectário, adepto, partidário) e são muito bem considerados na Índia pela sua hones­tidade, bondade e pela simplicida­de de suas vidas.
 

AS NOVAS DOUTRINAS

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Se ainda separo pró e contra dentro de mim, numa balança de escolhas, ainda estou preso a conceitos. Só a partir do instante em que as coisas fluirem e puder observá-las objetivamente é que serei livre.

Kheóps Justo

 

O budismo primitivo considera Buda não como um deus, mas como um grande sábio, um iluminado que soube dar ao mundo um método para escapar à seqüência dos renascimen­tos e atingir o nirvana (a “iluminação espiritual”). Desse método faz parte a meditação sobre as quatro verdades sagradas: a dor, as suas causas (paixões, desejos, apegos), a sua supera­ção e o caminho para lá chegar. O mé­todo é também chamado de “caminho do meio”, ou da sabedoria.

 

 

Como o budismo, o jainismo surgiu como uma heterodoxia do hinduísmo. E uma reação contra o politeísmo, contra o sistema demasiado rígido das castas e os sacrifícios sangrentos. O que mais o caracteriza é o papel pri­mordial atribuído ao princípio de ahimsa (a não-violência), que proíbe matar ou maltratar qualquer criatura viva, até mesmo as que estão mais em­baixo na escala da evolução dos seres vivos. É por isso que o regime alimen­tar dos jainistas é muito restrito: ape­nas permite alguns frutos e legumes. Um jaina (sacerdote jainista) ortodo­xo deve filtrar a água que bebe, levar um pedaço de tecido de véu diante da boca para não correr o risco de engo­lir algum inseto e varrer o chão dian­te dele quando caminha para não pi­sar em qualquer animal.

 

EXPERIMENTAR PARA SABER

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

OLÁ, CAROS NAVEGANTES.

Depois do período de festas… as férias, depois das férias, o carnaval, depois do carnaval, páscoa, depois da páscoa, copa, depois da copa, férias de novo, depois das férias, eleições, depois das eleições, natal, e assim o Brasil vai… um eterno feriado contínuo no meio de algum trabalho. Quando a gente olha os grandes empresários, os escritores de sucesso, os atores bem-sucedidos, os professores que ganham bem (existem) ou seja, aqueles que nadam de braçada no dinheiro, a gente pensa, "Pôxa, será que eu não tenho direito de ser ‘feliz’ assim?" É claro que tem, é só trabalhar igual e cuidar de si igual… Mas também a gente pode tirar férias, carnaval, copa, olimpíada, páscoa, tiradentes, independência, nossa senhora, dia do "trabalho" e continuamos assim, é uma escolha, simples e singela. Mudar é sempre interessante para melhor, nunca para trás.

Com base nessa máxima, é que o Blog Consciência Livre está sendo repaginado. A ideia é mudar para melhorar. É claro que a plataforma que usamos está um tanto quanto obsoleta e não oferece muitos recursos, mas não temos como tirar 03 anos de trabalho inteirinho daqui e colar em outro provedor mais adequado que já existe à disposição. Outrossim, precisaria mudar o endereço (o que não seria tão difícil assim), mas vamos ver no que dá.

É importante destacar que já percebemos que alguns posts ficaram difíceis de serem lidos pela cor da letra, sugerimos que nos enviem um e-mail para que mandemos os originais para você ou que "marquem" o texto que ele muda de cor.

Outra questão é que o acesso à busca aos posts mais antigos ficou bem no final da página e não no início como seria melhor, é por essas e por outras que estamos em teste, talvez mudemos de novo…

Os futuros posts é claro que serão apresentados com uma nova composição de cor. Também estamos em fase de teste com este novo visual, se ele não nos for funcional, trocaremos de novo, isso é experimentar, isso é viver para saber se nos serve ou não.

É claro que aceitamos sugestões também, se devemos voltar ou mudar novamente, inclusive se alguém souber como transportar todo o material para outra plataforma (provedor) aceitamos a experiência com alegria.

Seguiremos com os posts que tratam dos Pecados Capitais eis que ainda não concluímos o tema. Portanto, quem está seguindo, é só aguardar que logo retomaremos a sequência, certo?

Abraços fraternos.

OUTRO NATAL… OUTRO FIM DE ANO!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

 Este ano (assim como nos outros) quero uma vez mais agradecer a todos que têm nos acompanhado neste trabalho voluntário.

Agradecer àqueles que dedicam um tempo maior e dão sua opinião deixando um comentário;

Agradecer àqueles que não se contentam com um comentário e nos mandam e-mails com mensagens e nos ajudam a crescer e nos alimentam nesta vereda;

Agradecer àqueles que não podem perder tempo com essas coisas, mas dão uma passadinha por aqui e leem alguma coisinha ou outra.

Quero replicar aqui uma dessas mensagens de carinho que recebemos de uma navegante assídua, a Maria Teresa.

Como ela mesma disse, quem for homem troque os gêneros para não perder a essência da mensagem.

 

VIVER DESPENTEADA

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie,
por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade…
O mundo é louco, definitivamente louco…
O que é gostoso, engorda.  O que é lindo, custa caro.  
O sol que ilumina o teu rosto enruga..
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia…
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr,  entrar no mar, despenteia..
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar a pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia..
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…

 
Então, como sempre, cada vez que nos vejamos
eu vou estar com o cabelo bagunçado…
mas, pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, do que aquela que decide não subir.

Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,
toda arrumada por dentro e por fora.
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça,
coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria…  
e talvez deveria seguir as instruções, mas
quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita
eu tenho que me sentir bonita…
A pessoa mais bonita que posso ser!

O que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação e meu desejo de ano novo para todas vocês:

Entregue-se, Coma coisas gostosas, Beije, Abrace,
dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, Corra, Voe, Cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável!
Admire a paisagem, aproveite,
e acima de tudo, deixe a vida te despentear!

O pior que pode acontecer é que, rindo em frente ao espelho, você precise se pentear de novo…

 

Boas Festas!

Que a divindade ascenda em seus corações.

Voltamos em breve!

Kheóps Justo

O PODER DA DOMINAÇÃO-2

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Novos sistemas religiosos e filosó­ficos então surgiram, para preencher o vazio. Na Grécia, apareceram os grandes filósofos, Sócrates, Platão, Aristóteles e vários outros, cujas idéias determinaram a formação do pensamento ocidental. Na Índia, dois grandes líderes fundaram novas religiões: Gautama Buda, criador do budismo, e Jina Mahavira, funda­dor do jainismo.O budismo ainda é uma das gran­des religiões do mundo.

Contudo, na sua forma original, ele é mais uma fi­losofia, que procura uma solução para o enigma da existência no seio do uni­verso, um bálsamo contra as angús­tias da vida e da cadeia de mortes-renascimentos e, sobretudo, uma sa­bedoria ética que passa pela renún­cia aos bens materiais e aos praze­res fáceis do mundo.

 Jina Mahavira

Jina Mahavira

DIVULGAÇÃO.

domingo, 13 de dezembro de 2009

AVISO AOS NAVEGANTES.

PROCURANDO SEMPRE INOVAR, ESTAMOS DIVULGANDO UM SITE NO SCRIBD QUE POSSUI ALGUM MATERIAL ESCRITO QUE DISPONIBILIZAMOS PARA QUEM QUISER SE APROFUNDAR EM ESTUDOS QUE LEVAM A UM NOVO PENSAR.

KHEÓPS.

 

http://www.scribd.com/doc/23785189/Livreto-Percepcoes-Intuicao

O PODER DA DOMINAÇÃO

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Naquele período, quase simultanea­mente, uma importan­te revolução religiosa civil sacudiu as três grandes civilizações que dominavam o mun­do conhecido. Naquela época, os sis­temas religiosos da Grécia, da Índia e da China entraram em colapso, dan­do origem a novos sistemas que, de certa forma, perduram até os dias de hoje. As mudanças ocorreram depois de sangrentas revoltas populares con­tra o poder de um clero corrupto que dominava as populações e até mes­mo os governantes civis.

Monginhos

Através das superstições e da cria­ção de um mundo sobrenatural ater­rorizante, habitado por uma infinida­de de demônios maléficos e potesta­des vingativas, os sacerdotes contro­lavam todos os setores daquelas so­ciedades. Nada mais se fazia sem a intercessão desses sacerdotes, que se apresentavam como intermediá­rios entre os homens e as divinda­des. Qualquer mudança, qualquer novo empreendimento ou iniciati­va requeria enormes quantidades de oferendas e de sacrifícios de ani­mais — em alguns lugares, sacrifícios humanos. Tudo oficiado por sacer­dotes que cobravam altas somas pe­los seus serviços.

 Demônio Chinês

Exatamente como acontece com os políticos, o poder em excesso enlou­quecera os sacerdotes e os fizera per­der a noção de limites. Foi nesse pon­to, quando a sua atuação sobre o meio social tornou-se desagregadora e in­suportável, que o frágil equilíbrio se rompeu. Algumas crônicas desses tempos que chegaram até nós falam da grande crise que se instaurou quan­do as antigas religiões perderam a cre­dibilidade e entraram em colapso.

 Sacerdotes Chineses

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